sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Novas formas de lazer e de qualidade de vida.


Nos últimos 30 anos, fortes alterações sócio culturais, se tem verificado na nossa sociedade. As pessoas de hoje parecem ter gostos diferentes e interessam-se por outros assuntos, ocupam os seus tempos livres de outra forma.

Lá vai o tempo em que todos se juntavam ao serão para conviverem entre si, pois, a nova era tecnológica veio trazer múltiplas opções ao nível do entretimento. Hoje em dia foi criada uma indústria extremamente lucrativa e ambiciosa do qual tenta por ao dispor da sociedade o mais variado tipo de entretimento do qual vai ao encontro dos gostos pessoais de cada um.

Meios como a tv, vídeos, mp3, videogames, o computador pessoal, telemóveis 3G e principalmente a Internet vieram trazer uma ampla oferta de meios de lazer que até então não estavam ao alcance da grande maioria das pessoas, todos estes meio vieram permitir uma mais diversificada satisfação dos interesses de cada cidadão independentemente da sua faixa etária.

Contudo estes novos meios de entretimento, parece estar a impor fortes alterações ao nível sócio comportamental, pois temos cada vez mais, jovens mais solitários, e à quem o diga, mais violentos tudo por causa de determinados videogames, filmes e desenhos animados que estimula os jovens a praticar actos de violência.

Esta novas formas de lazer, está incutir mão hábitos nos nossos jovens, quer ao nível da alimentar quer ao nível educacional, porque passam horas e horas sem se alimentarem correctamente e cada vez mais, escrevem através de um determinado código entre si, o que os leva por vezes a já não saberem escrever correctamente português.

Estas novas formas de lazer, têm vindo a ser confundidas com qualidade de vida! O que parece ser algo completamente antagónico, pois não se poderá dizer com objectividade que determinada coisa transmite, mais qualidade de vida do que outra, ora pois, tudo isto é extremamente subjectivo, porque o que significa qualidade de vida para mim não o será para outra pessoa.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Roteiro gastronómico do Ribatejo


Falar no Ribatejo faz-nos logo lembrar da sua fantástica gastronomia, pois o Ribatejo não é só toiros e forcados, é muito mais do que isso!


Fala-se de peixes de rio, ou pelo menos dos que desovam nos rios, e cuja época se estende de Março a Abril para alguns - é o caso da lampreia, e um pouco mais adiante para outros, como o sável. Mas há uma espécie que é muito apreciada durante todo o ano, e que ombreia bem com os colegas sazonais: a enguia. E, sem dúvida, um dos rios onde mais se pesca e consome é o Tejo, sendo na sua bacia ribatejana que atinge o auge da fama e da qualidade de confecção, de Alcochete até Abrantes, passando por Vila Franca de Xira, Salvaterra de Magos, Benfica do Ribatejo, Almeirim, Santarém, Chamusca, Golegã e por aí acima.


É cada vez mais importante a correcta divulgação das belezas naturais, de monumentos e locais de interesse histórico, e a gastronomia é uma boa desculpa para um passeio agradável à descoberta do interior. Não deixamos Salvaterra de Magos sem visitar o restaurante “Zé do Moinho”, uma casa muito simples, ali à beira da estrada, um pouco incaracterístico, sem grandes confortos, igual a tantos outros, mas que nos proporciona uma boa cozinha, e onde, a par de alguns pratos de carne algo estranhos, se pode sempre comer peixe fresco que recebem diariamente de Setúbal e, claro, as famosas enguias do Tejo, cozinhadas a preceito.


Entradas normais e pão de razoável qualidade. Além da sopa do dia, por vezes pode haver sopa de peixe, que é muito boa. Nos peixes, podemos apreciar chocos e lulas grelhados, salmão grelhado, garoupa cozida ou grelhada, douradas grelhadas ou assadas no forno, linguados grelhados ou fritos e corvina grelhada, cozida ou à marinheiro. E, depois, as enguias que podem ser feitas de várias maneiras: fritas com arroz de feijão, grelhadas, de caldeirada ou de ensopado, entre outras. E são todas muito boas.
Nas carnes, aparecem bife do vazio, de lombo de vitela e febras de porco grelhados na brasa; medalhões de vitela, escalopes de vitela e bifes de lombo de porco, todos com cogumelos; ainda um naco na pedra; e os mais estranhos medalhões de vitela com cebola e bifinhos de lombo de porco com camarão, mas com matéria-prima de inegável qualidade. Ao domingo, a curiosidade de um óptimo borrego assado no forno com batatinhas assadas. Se não estiver para aí virado, volte às enguias, que são deliciosas. E prove um branco ou um tinto ribatejano, que os há de muito boa qualidade. Continuando pelo vale ribatejano, facilmente se divisam os vastos vinhedos, aqui e ali, por entre outras culturas da região. Hoje já se produzem aqui vinhos com bastante qualidade, não sendo uma região demarcada, e que vale bem a pena explorar. A pequena Adega Cooperativa de Benfica do Ribatejo, onde se vai buscar o vinho em garrafão, com tintos encorpados, carrascões, bons para os pratos mais pesados à base de carnes de porco. Mais adiante, a Adega Cooperativa de Almeirim, com vinhos já clássicos, e um ou dois produtores particulares, brilhando aqui os brancos a grande nível. Logo ali ao lado, na pequena povoação de Alpiarça, podemos encontrar tintos muito bons, de cor escura e que escorregam muito bem. Finalmente, uma curiosidade, um óptimo vinho branco, de cor amarela carregada, aroma suave e paladar intenso, frutado, uma maravilha, o vinho de Alcanhões. Com produção limitada, é preciso procurar bem para o podermos apreciar, mas justifica o sacrifício.

Aqui na planície ribatejana, a carne de porco é quase tão consumida como a carne de novilho, e mesmo a carne de cavalo tem alguma procura. São dois dos animais característicos destas paragens, os touros e os cavalos, sendo ambos intervenientes numa das tradições mais arreigadas destas gentes: as touradas. Os touros são criados em grande quantidade e deles se obtém carne de grande qualidade. Um bom costeletão de novilho passado pelas brasas, só com um pouco de sal grosso, acompanhado de uma boa salada mista, com muito tomate, pode ser um prato inesquecível.

Museus virtuais


Com o surgimento dos novos meios audiovisuais, visitar um museu deixou de ser algo que, por vezes, envolvia longas deslocações, pois tudo se parece ter desburocratizado!

Hoje em dia, qualquer comum dos mortais já pode visitar qualquer museu, basta um clic e tem acesso aos mais variados museus existentes em todo mundo!

Os museus virtuais vieram permitir o acesso às mais variadas “obras” existentes. Passamos a poder consultar e apreciar a cultura de cada país, sem sairmos de casa, o que veio permitir viajarmos a partir do nosso sofá!

Efectivamente, esta nova forma de visitar museus parece poder vir a enriquecer a nossa população, pois, se não fosse este inovador meio de aceder à cultura, muitas pessoas nunca teriam hipótese de os visitar. Ora, pois, os museus virtuais estão acessíveis a qualquer um dos cidadãos, “tenha dinheiro ou não”, porque os chamados “museus físicos”, por vezes, só eram realmente acessíveis a quem tivesse dinheiro para os visitar!

Os responsáveis pelos museus, realmente, parecem terem tomado consciência da importância de expor as suas “obras” através da internet. Tiveram a percepção do quão é interessante terem as suas valiosas “obras” expostas via on-line, o que veio valorizar a imagem dos seus museus perante a opinião publica, tornaram-se mais conhecidos, o que pode levar suscitar o interesse das pessoas em visitá-los fisicamente.

Os museus virtuais serão, cada vez mais, uma ponte para cultura!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Guerra civil em Portugal



Vivemos inconscientemente numa guerra civil em Portugal. Falar que estamos perante uma guerra civil poderá ser um disparate, mas, contudo, é o que se passa no nosso Portugal.

Milhares de pessoas morrem nas nossas estrada em virtude da extrema falta de civismo que existe no nosso país. Parece que as pessoas não tomam consciência que o péssimo comportamento que impõem quando conduzem leva à morte de milhares concidadãos!

Temos uma sociedade que parece não querer assumir a sua responsabilidade cívica que é, acima de tudo, respeitar a sua própria vida e daqueles, por vezes, que mais ama, de outras pessoas que, sem qualquer tipo de culpa, acabam por perder a sua vida, em virtude de falta de civismo de outros!

Por que será que todos os dias se matam uns aos outros? E, mesmo assim, não tomam a noção de que um carro pode ser uma “arma” letal!

O que será mais preciso fazer para que não se comportem assim? Sinceramente, não sei! Mas parece que muito se já tem feito para que as pessoas se mentalizem de que têm de mudar de atitude, pois não dá mais para continuar com esta situação que nada parece acontecer, mas a realidade é que morrem todos os anos pessoas a mais!

Será que não está mais do que na hora de pôr um basta?! Temos de reflectir verdadeiramente sobre este paradigma! E assumirmos que não somos nenhuns “ases dos volantes” e sim que somos seres humanos e, como tal, estamos limitados!

Teremos de nos tornar numa sociedade verdadeiramente responsável se, no fundo, quisermos mudar o rumo dos acontecimentos!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Criminalidade em Portugal


Portugal, um país de brandos costumes, onde toda gente se dava bem. Assim tem sido até meados dos anos 70, mas temos vindo a assistir a uma mudança social, completamente diferente de então!

Portugal, efectivamente, já não é o mesmo país em que se podiam deixar as chaves no carro enquanto se ia ao café. Fomos de um extremo ao outro, pois parece que o país acordou de repente para uma realidade assustadora. Hoje já não se pode confiar em ninguém! Fomos invadidos, nos últimos tempos, por uma onda de criminalidade aterrorizante!

Afinal, onde está aquele país de boa gente e de bons costume! Este Portugal parece que já não existe! Por que será?

Muitos factores poderão ser apontados, mas a realidade é que a sociedade portuguesa se comporta de maneira diferente, já não é aquele velho povo pacato! Afinal, por que se comporta desta estanha forma?

Na verdade, após o 25 de Abril de 1974, a sociedade portuguesa tem vindo a sofrer forte alterações, pois parece que o nosso povo confundiu democracia com anarquia, e se perdeu o bom hábito de respeitar o património do próximo, porque será que assim agem! Será que a “ocasião faz o ladrão”? Ou que a triste situação socioeconómica em que o país se encontra a isso o obriga?

Para mim, tudo se tem vido a desenvolver devido a problemas sociais e comportamentais, pois têm-se transmitido pouco valores éticos e morais aos nossos jovens, nos últimos

34 anos. Os culpados serão os pais ou esta sociedade não tem dado oportunidades a este jovens?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Fome no mundo!


Vivemos num planeta em produz alimentação em excesso, mas, no entanto, milhões de pessoas sofrem de subnutrição alimentar, milhões de crianças morrem todos dias por não terem de comer, e milhões de pessoas continuam a desperdiçar aquilo que podia alimentar as pessoas que morrem de fome! Estas carências alimentares têm predominância nos países mais pobres, mas, por mais incompreensível que seja, também há fome nas ruas das grandes cidades dos países ditos ricos, como, por exemplo, nas ruas de Nova Iorque, onde uns desfilam em viaturas topo gama, mas logo ao lado se vêem pessoas deitadas nos passeio sem terem de comer.

Todos dias somos bombardeados por notícias onde estão a morrer pessoas de fome em África, na Ásia e nas ruas de Lisboa, mas os nossos governantes continuam a “assobiar para o lado, como se nada disto existisse). Na realidade, existe, basta olharmos com um pouco de atenção para as notícias do dia. Falar que nas ruas de Lisboa se morre de fome é um exagero, mas lá que se passa fome, passa. Mas o que seria destas pessoas se não fosse a solidariedade alheia? Será que os nossos governantes deixariam que estas pessoas morressem de fome? Pois, coitados, se estivessem à espera de soluções do Estado, o que é que já lhes tinha acontecido?

Contudo, o grande problema vive-se em África e na Ásia, onde se morre realmente por falta de alimentação, em que crianças da idade dos nossos filhos padecem por não ter de comer. Imaginem se isto fosse com os nossos filhos, como é que nos sentiríamos! Mal, claro! No entanto, pouco ou nada fazemos para pôr fim a esta situação que nos tira a dignidade como seres humanos. Mas, afinal, que humanismo é o nosso que deixa que morram seres, da mesma espécie, de fome? Que raio de figura andamos nós a fazer aos domingos na Igreja se, no entretanto, deixamos morrer os nossos semelhantes de fome? Mas que humanismo é este?

Muitas desculpas podemos arranjar, para esta situação tão desagradável, que é deixarmos morrer milhares de seres humanos de fome, dizem que a grande responsável é a corrupção dos governantes destes países. Pois, por mais inacreditável, estes países são riquíssimos em recursos, mas esta riqueza nunca chega ao seu povo. Para que bolsos irão essas riquezas? Vejamos o exemplo de Angola, em que o povo passa fome, mas os seus governantes vivem alto luxo.

Basta de brincar aos amiguinhos dos pobrezinhos! Façamos qualquer coisa realmente sustentável para pôr termo a todo este flagelo. Basta da hipocrisia da Igreja Católica que pede ao seu fiéis para ajudarem as pessoas que morrem de fome, mas eles “não dão os seus anéis” para acabar com a fome no mundo. Será justo que nos exibam os carros de luxo, os telemóveis topo de gama, enquanto crianças da idade dos nossos filhos morrem de fome!

Se produzimos alimentação em excesso, não seria lógico que a repintássemos? Não bastaria a comida que tantas vezes desperdiçamos em nossas casa o suficiente para acabarmos com a fome no mundo? Se pensarmos bem, gastamos milhões de euros em futilidades como, por exemplo, perfumes, tabaco, roupas de luxo, batons e óculos de sol. Todo este dinheiro gasto em vaidades pessoais não seria mais do que suficiente?

Não nos conseguiremos afirmar realmente como uma sociedade civilizada, enquanto prevalecer esta situação!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

História da escravatura negra no Brasil



A escravatura no Brasil, foi um dos períodos mais marcantes pela negativa, da História do Brasil.

A escravatura surgiu no Brasil com a crescente necessidade existente na altura, pois com o progresso agrícola em terras de “Vera Cruz”, ora, pois, os colonos cada vez mais tomavam consciência de que os solos e clima brasileiros eram uma enorme fonte de riqueza, mas, apesar de toda estas riquezas existentes, debatiam com um enorme problema, que era a escassez mão-de-obra naquele território. Inicialmente, tentaram escravizar os indignas que viviam nas matas, mas sem grande sucesso, pois este povo viria a demonstrar grande resistência a esta condição que lhe tentavam impor.

Então, este problema crescente, que era a escassa mão-de-obra, viria a ser solucionado com a importação de escravos provenientes da colónia africana. Estes povos eram capturados como de “animais se tratasse”. Eram submetidos às mais cruéis forma de torturas e importados para o continente americano, para lá irem trabalhar nas mais variadíssimas plantações, principalmente a de cana-de-açúcar, a de café, entre outras.



O tráfico negreiro, além de ser uma grande fonte de mão-de-obra, transformou-se também numa forma de ganhar altos lucros, sendo assim interesse da metrópole. Já além dos traficantes, lucrava também a coroa portuguesa e até a igreja Católica, que ganhava a sua percentagem sobre cada escravo comercializado no Brasil.



Eram capturados das mais diversas formas, como nas guerras tribais e na escravização por dívidas não pagas. Os escravos provinham de lugares como Angola e Guiné. Eram comercializados por traficantes africanos (negros, também) em troca de variadíssimos produtos como tabaco, aguardente e armas. Eram transportados em navios negreiros. Esses navios tinham como destino o Rio de Janeiro, Recife e São luís. Durante estas viagens, muitos escravos acabavam por não resistir à viagem e morriam devido às péssimas condições sanitárias existentes naquelas embarcações que, geralmente, vinham sempre superlotados, e o seu corpos eram atirados ao mar. Chegados a terras brasileiras eram vendidos em praça pública, sendo que os mais fortes e saudáveis acabavam por ser valorizados.


Os escravos encontrava-se na condição de propriedade do seu senhor, sem poderem reivindicar qualquer direito. Era o seu proprietário o responsável por garantir os meios necessários à sua sobrevivência, como a alimentação e sua vestimentas. Os cativos estavam à disposição dos seus donos, que os exploravam, do qual eram vigiados pelos capitães-do-mato, que também capturavam os escravos fugidos e lhes aplicavam diversos tipos de castigos, como açoitamentos, o tronco, a peia. Eram, por vezes, cortado uma das orelhas ou eram marcados com um ferro em brasa com as siglas do nome do seu dono para se voltassem a fugir, para saberem a quem eles pertençam, entre outras punições, pois a lei concedia o direito ao seu dono de aplicar ao seu escravos até 50 chibatadas.

Toda estas barbaridades passavam se nas barbas da igreja Católica, que não considerava qualquer crime ou descriminação humana os um tratos aplicados sobre os escravos negros, pois não os consideravam seres humanos, filhos do mesmo Deus, mas sim “animais” cujo seus donos tinham o direito de castigar da forma que entendessem, e esta hipocrisia foi subsistindo durante séculos.

A resistência a esta condição veio a surgir com a fuga de escravos negros da fazendas, durante a noite, aproveitado as distracções dos feitores e capitães-do-mato. Os africanos e seus descendentes viriam a formar as mais variadas formas de resistência à escratura, sendo a mais conhecida de todas a criação dos “quilombos”, uma espécie de “sociedade paralela” formada por escravos que tinham fugido dos seus senhores, sendo o mais conhecido o de Palmares, situados em Alagoas.

Contudo esta situação só viria a ter termo com a Lei Áurua em 13 de Maio de 1888, lei que foi assinada pela Princesa Isabel, extinguindo oficialmente a escravatura em todo o território brasileiro, tendo como consequência a libertação do povo negro, qual abandonou as fazendas sem rumo certo e com “duas mão cheias de nada” ou só com as marca da chibatada no lombo”.

Tudo isto me faz reflectir muito acerca do tema, pois ainda hoje me custa a acreditar que tal barbaridade existiu, pois todo este fardo pesará muito tempo sobre os nossos ombros!